Pausa para a poesia

Coisas que diria sobre mim

Não desista de mim… não ainda.
Não sem antes me conhecer e saber o que penso ou o que sinto.
Tento sempre acertar e erro tantas vezes que até parece ser de propósito.
Conheço meus erros, alguns são teimosias e dificilmente concordaria em mudar.
Mudar significa as vezes renuncia e já renunciei tantas vezes.
Pedi outras tantas e me roubaram meu espaço até no direito a simples sombra.
Diria que não sou lindo, mas também não sou feio…
Diria que mudo a cada dia e tento ser constante.
Escrevo meus pensamentos com lápis e as lembranças reescrevo à caneta.
Já rasguei minha história e inventei origens.
Já busquei o passado e ele nunca existiu.
Elevei meus olhos aos céus e segui estrelas… mas não enxerguei o paraíso.
Já pisei em brasas e chutei os espinhos da mentira.
Indaguei o tempo e prendi o vento nos redemoinhos da saudade.
Sobrevivi quando muitos antes e melhores desdenharam e depois desistiram.
Conheço o valor da madeira de lei e o calor do carvão se necessário.
Ouço vozes, vejo luzes, sinto presenças e não me acho insano.
Já quase morri por temer e sobrevivi por vaidade.
Sou referência de tantas coisas e de quase nada.
Estou eternamente no mesmo lugar toda vez que fujo.
Me perco em promessas e ainda acredito na palavra do homem.
Crio fantasmas e cultivo flores plásticas… ambos são efêmeros.
Mesmo assim não desista de mim.
Meu melhor é este instante.
É a lealdade e amizade de anos.
É poder dizer que não gosto do amarelo do ouro…
Que prefiro a cor rubra dos constrangimentos de negar este amor.
Meu legado é apenas viver o dia de hoje sem reservas…
Nada acumulei além de esperanças.
Mesmo assim não desista de mim,
Pois de ti dependo para respirar o ar das dúvidas.
Pois de ti dependo para beber em brinde as lágrimas da amizade.
E se de tudo ainda assim pensar em desistir de mim.
Tudo bem.
Pois o amor não é uma gangorra equilibrada…
Apenas não desça de repente…
Pois nunca, nunca
Desistirei de ti.

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