Memórias

Enfim a saudade aperta o peito e tatua em cores fortes as cenas do passado. Tanto tempo se passou e estas lembranças estavam perdidas em algum canto, como os negativos de filmes que não sei porque guardamos. Estava só… e chovia. Não havia na tv nada que me prendesse a atenção. O telefone mudo, não trazia nenhuma novidade. A casa que outrora abrigava tantas pessoas, festas inesperadas, momentos únicos, agora fazia parte do script deste poema. Andei de um lado para o outro e ouvi vozes. Vozes do passado, sorrisos e até choro. Reconheci que a voz era minha. Olhei cada canto e igual a mim a casa estava difrente. Minhas memórias eram claras, com capitulos escolhidos. Só me importava neste momento reviver. O perfume, as canções, a bebida, tudo fazia parte e me levava a um prazer único. Estava acordado, porém dirigindo meus sonhos. Em alguns momentos repetia a cena mil vezes. Trazia para perto de mim pessoas, lugares e emoções fortes. Entendi que cada dia é importante, senão na hora, com certeza depois. Abracei o travisseiro, e lhe contei minhas histórias. Atento ele ouvia. Conquistei a atenção de todos os moveis e objetos da casa. Estava entregue ao delirio da loucura. Insano ou não, aos poucos voltei à realidade. Aprendi a respeitar os loucos. E assi como o travisseiro me calei. Fui dormi, e em meus sonhos completei o roteiro do meu filme inesquecisvel. O chamarei de memórias… Memórias de Athynir.

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