Mariposa

Mariposa

 

Solitária nesta noite escura,

Sua sorte é sair a procura de luz.

E como se desta dependesse sua vida,

Vaga num vôo tonto entre idas e vindas

Rumo a uma vela acesa esquecida.

Voa em círculos,

Quase esgotada e quase cega,

Não se entrega, pois deseja

Entender a luz.

Se aproxima e se afasta inúmeras vezes.

Cai, se levanta e se arrasta.

Assustada e segura.

Cria um último fôlego

E recomeça sua jornada

Desta vez achando que é a última.

Mas se outra luz adiante,

Tem o brilho mais ofuscante

Abandona tudo

(como a ave que um dia abandona o ovo,

um dia também abandona o ninho).

E bate suas asas com mais vigor,

Sente o calor mais forte

Queimando seu corpo,

Mas suspira feliz…

O silencio interrompe

O vôo.

Morre adorando “deuses”

Que não sabem da sua existência

Mas lhe cobram sua própria morte.

 

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