SEMENTES

E eis que sou simplesmente a semente selvagem

Que por puro descuido caiu no chão.

E eis que este solo seco e rachado,

Tornou-se a minha vastidão.

E nesta vastidão por acaso não há seque outra planta no chão.

Só os ossos dos que morreram de sede,

Só as folhas que vagam em coro sem canção.

Que fertiliza este sertão.

Mas, eu sou a única planta deste chão…

É castigo!

Que destino cruel viver na fortuna

Sem sequer encontrar uma traça

Para dividir a minha solidão.

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