Injusta é a vida

Estava ali caído,

Diante de meus incrédulos olhos,

O vulto de um menino de rua,

Coberto por folha de jornais,

Que ironicamente anunciavam ouro crime.

Estava rente ao meu pé,

Como se me pedisse  auxilio.

Dignamente lhe estenderia a mão se isto modificasse algo.

Mantinha a postura de um vencedor,

Mas já não era nada.

Alias sua condição medíocre

Era a herança do descaso da politica.

O vento rezava por mim,

Pois eu não sabia !

Minhas palavras tremulas

Já não me consolavam.

Tinha medo!

Precisava fazer algo.

Talvez acusar alguém,

Foi a vida ou o desejo dos homens?

A brincadeira acabou….

O que mais poderia acontecer

Para a vida voltar a ter valor?

Insano o homem

Que finge ignorar o próprio homem.

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